Angelina Jolie comprou selva particular maior que 84 mil campos de futebol para proteger animais

Atriz transformou antiga região de caça no Camboja em projeto de preservação, apoio comunitário e proteção da vida selvagem

Angelina Jolie comprou selva particular maior que 84 mil campos de futebol para proteger animais
Angelina Jolie comprou selva particular maior que 84 mil campos de futebol para proteger animais (Foto: Reprodução)

Muito além da carreira em Hollywood, Angelina Jolie mantém um dos projetos ambientais mais curiosos ligados a celebridades. A atriz comprou uma área de cerca de 60 mil hectares no Camboja, espaço equivalente a aproximadamente 84 mil campos de futebol oficiais, para transformar a região em uma reserva de preservação ambiental.

A área fica próxima à região de Samlout, no noroeste do país, uma zona marcada por floresta tropical, antigas minas terrestres e impactos deixados pelos conflitos envolvendo o Khmer Vermelho.


Antes da criação do projeto, a região era conhecida pela caça ilegal de animais silvestres e pelo desmatamento. Segundo relatos divulgados sobre a iniciativa, Angelina Jolie decidiu contratar antigos caçadores da área para atuarem como guardas florestais da reserva, passando a receber salário para proteger justamente os animais que antes caçavam.

Com o tempo, a propriedade se transformou na base da Maddox Foundation, organização criada pela atriz em 2003 em homenagem ao filho Maddox Jolie-Pitt.


A ligação de Angelina com o Camboja começou durante as gravações de Lara Croft: Tomb Raider, mas se tornou ainda mais forte após a adoção de Maddox, nascido no país asiático em 2001.

Hoje, a fundação atua diretamente na Área Multiuso de Samlaut, reserva protegida de cerca de 60 mil hectares localizada nas províncias de Battambang e Pailin. Entre as ações desenvolvidas estão reflorestamento, combate à caça ilegal, preservação da vida selvagem, educação ambiental e treinamento de agricultores para práticas sustentáveis.

A organização também mantém clínicas médicas que atendem milhares de moradores por ano, constrói poços de água potável, promove projetos de saneamento básico e apoia escolas e estudantes da região.


Outro detalhe que chamou atenção ao longo dos anos foi o passado da propriedade. Reportagens locais apontaram que o terreno teria sido comprado de Yim Tith, conhecido como Ta Tith, ex-comandante do Khmer Vermelho acusado de genocídio.

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